quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Obra infantil de Benedita Stingl integrada no Plano Nacional de Leitura

É uma excelente notícia para a autora e para a cultura portuguesa: a escritora fafense e associada do NALF Benedita Stingl acaba de ver uma das suas obras dedicadas à infância, com o título A Ponte dos Sonhos – Estórias com Rima, ser integrada no prestigiado Plano Nacional de Leitura, sendo indicada para o 3º ano do ensino básico.
A obra foi publicada em 2009 e tem ilustrações da sua irmã Ana Stingl e do seu filho Luís Henrique Stingl.
Um primeiro núcleo de poemas rimados, versa histórias de animais (o leão e o grilo, o trombinhas, o golfinho e a foca, o tigre e o gato, o pinguim e o papagaio, o pavão e a borboleta, o flamingo e a girafa, entre outros), enquanto o segundo integra poemas de carácter pedagógico dedicado aos mais miúdos, tratando temas como a hora de acordar, o tempo, as 24 horas do dia, a amizade, a hora de comer, a hora do banho, as fases da lua, a numeração, a hora de deitar e os doze meses do ano. O terceiro tem a ver com as comemorações verificadas ao longo do ano (o Carnaval, a Páscoa, os dias do pai e da mãe, da árvore e das bruxas, da criança e da música, as estações do ano, as festas populares, o S. Martinho e o Natal).
Nascida em Fasfe em 1963 e residente há muitos anos na Povo de Varzim, Benedita Stingl tem já uma longa carreira literária de mais de duas dezenas de obras espraiadas por temas como a poesia, a prosa poética, a crónica e o teatro.
Em 2010, publicou mais um interessante livro dedicado aos mais pequenos, com o título Pela Mão das Palavras – Descobrir Rimando.

terça-feira, 5 de julho de 2011

NALF apresentou colectânea Palavras de Cristal

Mesa que presidiu ao evento
O Núcleo de Artes e Letras de Fafe (NALF) realizou na passada sexta-feira à noite, dia 1 de Julho, no Auditório da Casa das Associações, nesta cidade, uma sessão cultural que serviu para a apresentação do livro Palavras de Cristal, colectânea de textos e imagens de diversos autores daquela associação cultural.
A sessão foi antecedida pela inauguração de uma apreciada exposição de pintura e desenho da artista local Belmira Guimarães, antiga dirigente e sócia há muitos anos do Núcleo de Artes e Letras.
A abrir a sessão, o presidente da direcção do NALF, Artur Coimbra, agradeceu a toda a assistência, em bom número e explicou a razão do evento se realizar naquele local, dizendo, nomeadamente, pretender “dar visibilidade a uma sala que tem boas potencialidades para servir as diversas associações que estão sedeadas no edifício e bem assim a cultura fafense”.

Aspecto da assistência

Agradeceu em especial aos colaboradores e artistas que quiseram colaborar na colectânea e manifestação a gratidão do Núcleo de Artes e Letras às instituições que apoiaram a edição da obra, concretamente, a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Fafe, cujo presidente, José Mário Silva, integrou a mesa de honra, o mesmo acontecendo aos membros da direcção, Daniel Bastos, Carlos Afonso e João Artur Pinto.
Artur Coimbra sublinhou ainda as acções que estão previstas para este ano, designadamente uma oficina de escrita criativa, orientada pelo escritor Carlos Afonso, o lançamento de uma obra sobre a Primeira República em Fafe, com textos dos historiadores Artur Coimbra, Daniel Bastos e Artur Magalhães Leite e, eventualmente, um segundo curso de História Local.
Seguiu-se a leitura de poemas e excertos de ficção por parte dos colaboradores presentes na sessão: Acácio Almeida, António Almeida Mattos, Artur Coimbra, Artur Magalhães Leite, João Ricardo Lopes, Carlos Afonso, José Salgado Leite e Maria Arlete Gonçalves.
Além destes, colaboram em Palavras de Cristal, na poesia, Benedita Stingl, Pompeu Miguel Martins e Valdemar Gonçalves e na prosa ficcional os associados Catarina Ribeiro Noval, José Emídio Lopes e Tiago Magalhães.

João Ricardo Lopes lendo dois poemas

A obra, de 180 páginas e com capa de Carlos Santana, é enriquecida por ilustrações dos artistas Ana Stingl, Belmira Guimarães, Fina Rosa, Luís Gonzaga e Orlando Pompeu.


Fotos: Manuel Meira Correia

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Núcleo de Artes e Letras apresenta colectânea Palavras de Cristal em 1 de Julho

O Núcleo de Artes e Letras de Fafe promove uma sessão cultural para a apresentação do livro Palavras de Cristal, colectânea de textos e imagens  de diversos  autores associados.
A sessão terá lugar no próximo dia 1 de Julho de 2011, sexta-feira, pelas 21h30, no Auditório da Casa das Associações, sita na Rua Guerra Junqueiro (ao lado da sede do Grupo  Nun’ Álvares).
A sessão será antecedida pela inauguração de uma exposição de pintura e desenho de Belmira Guimarães.
No decorrer da sessão serão declamados alguns poemas que integram Palavras de Cristal.
Esta obra integra poemas de Acácio Almeida, António Almeida Mattos, Artur Ferreira Coimbra, Artur Magalhães Leite, Benedita Stingl, João Ricardo Lopes, Pompeu Miguel Martins e Valdemar Gonçalves.
A colectânea inclui textos em prosa dos associados Carlos Afonso, Catarina Ribeiro Noval, José Emídio Lopes, José Salgado Leite, Maria Arlete Gonçalves e Tiago Magalhães.
A obra, de 180 páginas, é enriquecida por ilustrações dos artistas Ana Stingl, Belmira Guimarães, Fina Rosa, Luís Gonzaga e Orlando Pompeu.
Palavras de Cristal tem capa de Carlos Santana e o apoio da Câmara Municipal de Fafe e da Junta de Freguesia de Fafe.

Para aperitivo, um poema de Valdemar Gonçalves:

Fafe

É para mim a terra onde nasci
Cercada pelos montes ondulados;
Não só meu berço e o chão, onde surgi
Mas o espaço dos sonhos recordados.

A minha identidade passa aí
E justifica todos os recados
Que fui deixando por aqui e ali,
De acordo ou desacordo, assinalados.

Árvore plantada à beira dum ribeiro
Trago comigo a força, por inteiro,
Deste escondido ponto do universo.

É do seu húmus que me vem o alento
De avançar a favor ou contra o vento
Deixando a marca no escrever do verso.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Exposição de Pintura de Orlando Pompeu na Lagoa (Algarve)

O consagrado artista fafense e nosso prestigiado associado, o pintor Orlando Pompeu, abriu este sábado, 21 de Maio, mais uma exposição da sua obra, desta feita no Convento de S. José, no Município de Lagoa – Algarve.
A mostra tem por título Uni-Versos Conceptuais e vai manter-se patente naquele espaço até ao dia 02 de Julho 2011.

Orlando Pompeu nasceu a 24 de Maio de 1956, em Cepães, concelho de Fafe. Estudou desenho, pintura e escultura em Barcelona, Porto e Paris. Nos anos 90 progrediu no seu percurso artístico ao ir trabalhar para os Estados Unidos da América, primeiramente, e depois, Japão. A sua obra consta em varias colecções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos da América, Japão e Dubai.
O artista é detentor de uma carreira de trinta anos bem como um currículo nacional e internacional ímpar, de que Fafe muito justamente se orgulha...
Para mais informações, visite a página electrónica do autor: http://www.orlandopompeu.com/.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Novo livro de João Ricardo Lopes apresentado em Arões São Romão e Braga

O escritor João Ricardo Lopes apresentou no último fim-de-semana e em dois diferentes palcos no Minho a sua última obra literária: no sábado à noite (dia 7), no auditório da Junta de Freguesia de Arões São Romão; no dia seguinte, à tarde, na Feira do Livro de Braga.
Trata-se de reflexões à boca de cena, um volume de 50 poemas (bilingues), que constituem no seu conjunto uma acesa reinvenção do discurso poético, pelo que nele se deixa entremear de narratividade e reflexão dramática (teatro).
Para César Freitas (investigador e professor no Instituto de Estudos Superiores de Fafe), a quem coube a responsabilidade de apresentar o livro em Arões, “A palavra poética do João Ricardo é uma celebração do momento efémero e da sua (re)construção pela memória, um canto da saudade e do silêncio que instaura o regresso aos espaços, aos instantes, aos objectos, às pessoas”. Para este académico, “o poeta, ainda que incapaz de transformar em ouro um coração de pedra, renasce devagar na escrita sublime”, definindo seguidamente reflexões à boca de cena como uma “experiência ontológica capaz de nos mudar interiormente, exigindo-nos uma maior atenção a tudo que nos circunda, a todos os pormenores, corpóreos ou imateriais”.
A sessão, iniciada com o fado de José e João Marão, contou com a presença do editor (João Artur Pinto), da tradutora (Bernarda Esteves) e do escritor, ladeado pelo anfitrião Joel Fernandes (Tesoureiro da Junta), acompanhados por um auditório vasto e atento, para quem foram lidos alguns poemas da obra (tanto em Português, como em Inglês), pelo Grupo de Teatro de Arões.
Bernarda Esteves sublinhou o rigor e a complexidade da tradução: “Em muitos momentos, quando achava que tinha encontrado o termo exacto para a tradução, verifiquei que não era aquele que o João procurava. Foi duro trabalhar com ele, porque a sua escrita é muito depurada e exigentíssima!”
Para o poeta, a noite foi sobretudo um palco de agradecimentos, não esquecendo nenhum dos elementos da “equipa” por de trás da sua obra: “Reconheço que o livro, olhado assim nas mãos agora, é simples e belo, mas toda uma equipa trabalhou para ele e a quem quero agradecer, começando pela Bernarda e incluindo o posfaciador, a fotógrafa, as revisoras da tradução, passando pela gráfica, pelo autor do desenho da capa e pela editora, pela Junta e pela Câmara, entidades que apoiaram a edição. A todos, o meu muito obrigado!”
João Artur Pinto complementou a análise feita com palavras de elogio e de agradecimento: “O João Ricardo completou dez anos de vida literária, acompanhando a evolução da própria Labirinto. Orgulhamo-nos de o ter entre os nossos autores e de ter este trabalho seu no nosso catálogo. É um escritor de enorme qualidade e merece todo o nosso apoio, porque a Labirinto é também uma editora em crescimento e que ao longo da sua história revelou diversos nomes, hoje já consagrados. O João é um deles.”
A noite terminou com o tradicional porto de honra e com uma demorada sessão de autógrafos, que se prolongou no domingo, em Braga, no Parque de Exposições, onde o escritor voltou a falar, acompanhado desta feita por Sérgio Sousa (professor na Universidade do Minho), pelo editor e pela tradutora.
A obra será agora apresentada em Lisboa, no próximo dia 21, na Livraria Pó dos Livros, seguindo-se-lhe um périplo pelas cidades do Porto, Braga, Vila Nova de Famalicão, Coimbra e Faro.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

João Ricardo Lopes regressa com novo livro de poemas, "reflexões à boca de cena"


João Ricardo Lopes é um dos mais seguros valores da nova poesia fafense e nacional.
Estreou-se há dez anos com a obra poética a pedra que chora como palavras(Labirinto, 2001 ― vencedor do Prémio Revelação de Poesia Ary dos Santos).Seguiram-se as obrasalém do dia hoje(edição da Freguesia da Vila de Fânzeres, 2001 ― vencedor do XII Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres), contra o esquecimento das mãos (Labirinto, 2002) e dias desiguais (Labirinto, 2005). Publicou ainda um livro de crónicas — Dos Maus e Bons Pecados (Opera Omnia, 2007).
Regressa agora, com nova obra, o seu sexto livro de originais, reflexões à boca de cena, título que assinala o retorno do escritor aos escaparates, depois de uma ausência de quase quatro anos. O título agora dado à estampa (novamente pela editora Labirinto) compila 50 poemas, traduzidos para pnglês por Bernarda Esteves, docente de Literatura e Linguística Inglesa na Universidade do Minho.
Em 2011, ano em que comemora uma década de vida literária, surpreende com um volume de composições poéticas, alicerçadas em torno do espaço metafórico do teatro. De acordo com o posfácio, assinado pelo também poeta Daniel Gonçalves, “Os poemas deste livro têm uma vida que vai acender aos confins do universo a última gota de silêncio primordial.”
A obra tem dois lançamentos previstos para este fim-de-semana. No sábado, 7 de Maio, o livro é apresentado no auditório da Junta de Freguesia de Arões S. Romão,  pelas 21h30. A apresentação está a cargo de César Freitas (professor e investigador no Instituto de Estudos Superiores de Fafe), também natural da freguesia, como o autor.
Segue-se uma apresentação no domingo, pelas 18h00, na Feira do Livro de Braga (com apresentação de Sérgio Sousa, docente na Universidade do Minho).
Estão ainda previstas sessões de apresentação em Lisboa (final do mês) e Porto (início de Junho).
Escritor e professor,João Ricardo Lopes nasceu em 21 de Junho de 1977. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (2000), tendo sido bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian entre os anos de 1994 e 1999.
É professor do Ensino Básico e Secundário (leccionando a disciplina de Português), tendo leccionado no Ensino Superior a cadeira de Literatura Infanto-juvenil.
Integra a novíssima geração de escritores portugueses, sendo um orgulho do Núcleo de Artes e Letras de Fafe, cuja direcção já integrou.
Participou em várias obras colectivas do NALF e da Labirinto, além das revistas Águas Furtadas (Jornal Universitário do Porto, 2003) e Saudade (Associação Amarante Cultural, 2006 e 2007).
Está representado na 3ª edição da antologia Anos 90 e Agora (Quasi Edições, 2004). Foi traduzido para servo-croata por Tânia Tarbuk e integrado na antologia Nova portugalska poezija (Hrvatsko Drustvo Pisaca, Zagrev, 2004). Recentemente, foi traduzido para castelhano por Jesús Losada, fazendo parte da colectânea 9 de 9. Poesía actual Portuguesa(Celya, Zamora, 2008).