quinta-feira, 24 de maio de 2012

Daniel Bastos lança obra sobre os 150 anos da Santa Casa da Misericórdia de Fafe

O jovem investigador fafense e dirigente do Núcleo de Artes e Letras, Daniel Bastos, vai apresentar o seu mais recente livro Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 anos ao Serviço da Comunidade, esta sexta-feira, 25 de Maio, pelas 21h30, no Teatro-Cinema de Fafe.
Quis o historiador e amigo solicitar-me um breve posfácio, onde tive o prazer de sublinhar que, na minha perspectiva, estamos em presença da primeira grande obra historiográfica de Daniel Bastos. Uma obra monográfica completa, consistente, escorada em exaustivas pesquisas em arquivos e bibliotecas e leituras bibliográficas, como bem é sublinhado pela ilustre Professora Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade, que escreve o prefácio.

Uma obra que ultrapassa em muito a colecção estruturada de artigos, de si imensamente meritória, e por isso muito incensada, mas a que escasseia coerência interna e um fio condutor, que foi Fafe – Estudos de História Contemporânea, editada há dois anos.
Está de parabéns este frutuoso e fulgurante jovem historiador, que muito honra e enobrece a cultura e a história da nossa terra!
Voltaremos a este tema, mais para o fim de semana.

sábado, 5 de maio de 2012

Con-textos Gestuais: esposição de Pompeu em Aveiro

Orlando Pompeu volta a expor. Desta feita na Praia da Vagueira, em Aveiro. A mostra, com o título "Con-textos Gestuais", abre este sábado à noite!
Pompeu não pára de nos surpreender, nem de expor, pelo país e até pelo estrangeiro.
Ainda este ano - lá para Outubro - fará uma grande retrospectiva em Fafe, para assinalar mais de três décadas de brilhante produção artística.

segunda-feira, 26 de março de 2012

OBRAS DE ARTISTAS LOCAIS NA BIBLIOTECA MUNICIPAL


Fernanda Aguiar



No âmbito das III Jornadas Literárias de Fafe, que animaram o concelho entre 09 e 24 de março, está patente até final do mês na Biblioteca Municipal uma exposição de obras de artistas locais, sobre o tema “As Palavras e o Tempo”, estruturante daquele evento.
Apenas oito artistas (parte deles associados do NALF) marcam presença com uma obra que versa o universo literário, ou proto-literário.
São eles, Fernanda Aguiar, Arlete Gonçalves, J. J. Silva, Maria Dulce Barata Feyo, Amélia Cunha, Filipe Sampaio, Conceição Carvalho e Jorge Costa.


quarta-feira, 14 de março de 2012

P. José Peixoto Lopes apresentou nova obra poética de título Confidências


No âmbito das III Jornadas Literárias de Fafe, que decorrem até 24 do corrente, realizou-se na noite de terça-feira, dia 13, a apresentação da obra poética Confidências, do Padre José Peixoto Lopes, associado do NALF.
O terceiro livro de poemas do autor lotou a Biblioteca Municipal com grande número de amigos, entre os quais o presidente da autarquia, José Ribeiro e os vereadores Antero Barbosa e Pompeu Martins. Na mesa de honra, este elogiou a obra do ex-pároco de Fafe, cidadão honorário da cidade.

Por seu turno, o editor da Labirinto, João Artur Pinto, considerou que o livro “vai contribuir para termos dias menos cinzentos”.

A obra foi detalhadamente apresentada pelo organizador e prefaciador, Carlos Afonso, aludindo ao poeta, ao homem e ao humanista. Realçando que estruturalmente a obra é constituída por sonetos, bem trabalhados (“isso é obra, é arte”, sublinhou), Carlos Afonso dividiu o livro em três capítulos: “meu Senhor e Meu Deus” (ligação ao divino), “Avé-Maria” (culto mariano) e “Coisas da Vida” (poemas sobre o quotidiano).
A grande fonte de inspiração da obra é, assim, de cariz religioso, baloiçando entre Deus e a Virgem Maria, com algumas incursões mais brejeiras ao quotidiano.
Numa linguagem natural, onde aqui e ali afloram metáforas e recursos linguísticos, o livro denuncia um “homem inquieto”, que tropeça e se levanta em busca de “um momento feliz, quase divino”.
Peixoto Lopes mostrou-se honrado e feliz por participar nas Jornadas Literárias, “um fantástico momento cultural em Fafe”, saudando todos os presentes, incluindo o pároco da cidade, João Fernando.

Sobre o seu trabalho poético, voltou a afirmar que os seus poemas são simples, despretensiosos, claros e muito humanos, tentando que a mensagem passe para o leitor, como deve ser.
A obra tem 158 páginas e o apoio do Município de Fafe.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

APROVADAS ACTIVIDADES PARA 2012!...

Na noite do passado dia 10 de fevereiro, reuniu na sua sede, na Casa das Associações, a Assembleia-geral do Núcleo de Artes e Letras de Fafe, para aprovação do relatório e contas de 2011 e do plano de actividades e orçamento para o corrente ano.
Por unanimidade dos autores e artistas presentes, foi votado que em 2012 se levem a cabo as actividades seguintes:

1. PUBLICAÇÕES

Nos primeiros meses, faremos a edição da obra “Fafe na Primeira República (1910-1926)”, resultante do Curso Livre de História Local que promovemos há dois anos e que tem como autores os associados Artur Coimbra, Daniel Bastos e Artur Leite.
              
2. PRÉMIOS LITERÁRIOS

2.1 Lançaremos a terceira edição do “Prémio de Poesia do Núcleo de Artes e Letras de Fafe”, desta feita e pela primeira vez destinado a obras originais e inéditas, a submeter até 31 de Dezembro de 2013, cujo prémio será do montante de 500 euros, acrescido da edição da obra galardoada, nos termos de regulamento a aprovar. O Prémio será atribuído em 2014.
2.2. Lançaremos igualmente, no segundo semestre, um Concurso Literário destinado aos mais jovens fafenses, com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos, tendo em vista a promoção e incentivo do gosto pela escrita, segundo regulamento a aprovar. No final, já em 2013, será editada uma obra com os trabalhos submetidos a concurso.

3. CURSO LIVRE DE HISTÓRIA LOCAL
              
Após o êxito do primeiro Curso Livre de História Local, sobre a 1ª República em Fafe, poderemos vir a avançar em 2012 para outras épocas e personagens da história de Fafe, dado ser uma temática que agrada a uma boa plêiade de fafenses.

4.    CONCURSO DE FOTOGRAFIA

Lançaremos um concurso de fotografia, aberto a quem nele queira participar, sob a temática “Fafe: o quotidiano, o trabalho, a festa, uma visão do património imaterial”, segundo regulamento a aprovar em reunião de direcção.

5. OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA

Prevista para o ano anterior, a oficina de escrita criativa não pode realizar-se, por impossibilidade do formador, o confrade Carlos Afonso. Prevemos, assim, realizá-la nos primeiros meses de 2012, direccionada para o público em geral, de forma a contribuirmos para a formação e qualificação cultural da população fafense que queira aderir.
              
6. 3ªs Jornadas Literárias de Fafe
              
Tal como aconteceu em 2010 e 2011, o Núcleo de Artes e Letras é um dos parceiros privilegiados da próxima edição das Jornadas Literárias de Fafe, que vão acontecer entre os dias 09 e 24 de Março, sob o lema “As Palavras e o Tempo”, envolvendo a autarquia e as escolas e agrupamentos do concelho.

7. VISITAS DE ESTUDO

Procuraremos retomar o programa de visitas de estudo a locais de interesse cultural, para os associados e eventualmente para outros públicos. É o caso de habitações e espaços ligados a personalidades do mundo das artes e das letras, museus e outros locais de cultura.
Para o efeito, vamos associar-nos a professores da Escola Secundária de Fafe, nossos parceiros privilegiados. A visita de 2012 seguirá, em princípio, a rota de Aquilino Ribeiro, no mês de Maio.

O nosso lema só pode ser a contribuição para a dinamização cultural da cidade e do concelho de Fafe.
Também queremos contribuir para concretizar o projecto “FAFE – UMA TERRA DE CULTURA”!

E venham até nós os poucos fafenses que se salientam nas letras e nas artes e que ainda não pertencem ao NALF (e só esses).
Todos serão bem-vindos!...    


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

“Senhora-à-Vila. Quatro Séculos de Fé e Tradição Cultural”: livro reeditado de Artur Magalhães Leite

O nosso associado Artur Magalhães Leite viu há pouco reeditado o seu excelente livro O Culto à Senhora da Lapinha – Perspectiva Histórica e Etnográfica (2007), em publicação patrocinada pela Fundação Cidade de Guimarães, no âmbito do Capital Europeia da Cultura.
A obra ostenta agora a designação Senhora-à-Vila. Quatro Séculos de Fé e Tradição Cultural e o subtítulo “Contributo histórico e etnográfico para o procedimento de inscrição do Clamor da Lapinha como PCI (Património Cultural Imaterial) no sistema de informação MatrizPCI”.
A anterior presidente da Fundação Cidade de Guimarães, Cristina Azevedo, escreveu um breve mas suculento “prefácio para a 2ª edição” em que se espraia pela conceptualização da cultura e do património, sobretudo imaterial, considerado este “concepção nova da sociedade actual”, sublinhando “o direito à identidade de cada comunidade, às práticas sociais ancestrais que exprimem a diferença”. Estamos na ordem do simbólico, do intangível, na qual se insere a Ronda da Lapinha.
Cristina Azevedo integra a obra de Artur Leite como “uma peça decisiva para o reconhecimento público deste património singular”, que é de Guimarães e de Portugal.
Repete-se o prefácio da primeira edição, da autoria do Pároco de Calvos e Reitor do Santuário, Joaquim Martins Oliveira, e publica-se uma declaração da Fundação Cidade de Guimarães de apoio à candidatura a Património Cultural Imaterial de Portugal do Clamor, “popularmente conhecido como a Senhora-à-Vila ou Ronda da Lapinha”, que tem lugar todos os anos no terceiro domingo de Junho, entre a Lapinha e a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, em Guimarães. Várias freguesias de Fafe comungam a importância dessa romaria, participando nela as respectivas populações, ao longo dos anos.
É uma tradição de cerca de quatro séculos a que Artur Leite trata, com evidente mestria e profunda investigação em bibliotecas da região e arquivos de Guimarães, Braga e Porto, além da pesquisa aturada na imprensa regional (até no Desforço, de Fafe) e nacional.
Em 162 páginas, o autor trata da origem e expansão do Culto à Senhora da lapinha, “protectora dos agricultores”; aborda as fontes e documentação da confraria que enriquecem a história da Lapinha; fala das capelas, hino e novenas em honra da Senhora da Lapinha; detém-se sobre as procissões da Lapinha e, mais especificamente, disserta sobre a Confraria, os romeiros e os beneméritos de Nossa Senhora da Lapinha.
As maiores felicitações para o nosso confrade por esta excelente obra, de cariz monográfico, que enriquece a sua bibliografia e honra a sua terra natal.

O autor: Artur Magalhães Leite  (1948), natural da freguesia de Fareja e residente na cidade, viveu em Calvos, concelho de Guimarães, durante alguns anos. Daí a ligação à Lapinha.
É professor de História e Geografia de Portugal, e de Língua Portuguesa, na EB2,3 Montelongo, em Fafe.
É autor das obras O Ensino em Fafe, 1750-1974, O Culto à Senhora da Lapinha, Calvo ao Longo da História e Fafe em Datas.