terça-feira, 16 de outubro de 2012

“A PRIMEIRA REPÚBLICA EM FAFE” - OBRA IMPORTANTE PARA A HISTÓRIA NACIONAL

A Primeira República em Fafe – Elementos para a sua históriaé uma obra de investigação “importante não só para a história local mas para a história nacional”. Palavras de Maria Alice Samara, investigadora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
O livro, editado pelo Núcleo de Artes e Letras de Fafe, é da autoria dos historiadores Artur Ferreira Coimbra, Daniel Bastos e Artur Magalhães Leite, e foi apresentado no fim-de-semana no salão nobre do Teatro-Cinema.
Para aquela docente universitária, a obra que tem o seu prefácio “é um importante contributo não apenas para a história do concelho de Fafe, mas para a história do final do século XIX e inícios do século XX, para a história da Primeira República e do Republicanismo em Portugal”.
A sessão, com sala lotada, começou com um momento musical, a cargo de dois jovens flautistas da Orquestra Juvenil da Banda de Revelhe.
O presidente do Núcleo de Artes e Letras, Artur Coimbra, também autor de diversos capítulos da obra, abriu o período de intervenções, contextualizando o surgimento de A Primeira República em Fafe, referindo que tudo começou há dois anos, quando, no âmbito das celebrações do Centenário da República, o Núcleo de Artes e Letras promoveu um Curso Livre de História Local, sob o tema “O concelho de Fafe durante a Primeira República (1910-1926)”, em sete módulos.
A acção decorreu em Outubro e Novembro de 2010 com apreciável adesão do público interessado e teve como propósito proporcionar ao público em geral um melhor conhecimento sobre um período histórico fundamental na afirmação e desenvolvimento do concelho de Fafe.
A obra agora apresentada tem como ponto de partida a matéria apresentada naquele curso, embora o ultrapasse. Começando com a contextualização do período histórico de 1910 a 1926, são abordados temas como As raízes republicanas no concelho de Fafe, Fafe em 1910 – Breve retrato, A Proclamação da República em Fafe, Momentos e legado da I República, O governo local (1910-1926), A contra-revolução monárquica em Fafe 1911-1919 (das incursões couceiristas à Monarquia do Norte), O concelho, Ensino e escolas na I República, O associativismo na I República, O jornalismo na I República, Figuras referenciais da I República em Fafe, As ruas da República e Imagens da I República em Fafe.
Segundo o autor e organizador da obra, “não pretendendo esgotar a história daqueles tempos, já que muito fica ainda por dizer, ficam as linhas gerais do impacto que teve aquele fracturante período histórico do Portugal Contemporâneo neste município, numa investigação que teve como socorro privilegiado o fundo do Arquivo Municipal e a imprensa periódica local”.
Também Daniel Bastos e Artur Leite usaram da palavra para apresentarem as matérias que escreveram para a obra.






Maria Alice Samara fechou as intervenções, referindo que “é preciso olhar a República e o republicanismo para além de Lisboa”, acrescentando que, apesar da centralidade da capital dos acontecimentos, “tal não implica que se deva obliterar a dinâmica do resto do país”.
Para a investigadora, o livro agora publicado é de extrema importância, já que analisa o concelho de Fafe, articulando sempre a escala local com o nível nacional. “Dá a conhecer a História do período em análise, nas suas principais conjunturas e problemas, bem como as dinâmicas próprias do concelho, a par da publicação de documentos e imagens surpreendentes e de grande importância, o que permite ao leitor uma ‘viagem’ ao passado, à história, à memória e ao património, até ao Portugal de início do século XX, a uma época fundamental para a compreensão da contemporaneidade” – sublinha Alice Samara, que conclui: “esta obra contribui em muito para a ilustração de todos os que se interessam ou trabalham sobre este período da História de Portugal”.

Fotos: Manuel Meira Correia

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Mega-exposição de Pompeu de 13 de Outubro a 16 de Novembro em Fafe

O artista fafense Orlando Pompeu abre este sábado à tarde, 13 de outubro, na sua cidade natal, uma mega-exposição de pintura sob o título genérico "Pré-Textos In-Conscientes". São mais de cinquenta obras, a maior parte delas desconhecidas do público fafense, e que representam a evolução mais recente do mais consagrado pintor deste concelho, com obra espalhada pelo mundo.
A partir das 16h00, abre na Casa Municipal de Cultura um núcleo expositivo de pinturas concetuais. Segue-se a inauguração de uma mostra de pinturas gestuais na Biblioteca Municipal e finalmente, o terceiro núcleo expositivo, no Salão Nobre do Cinema-Teatro, com cerca de duas dezenas de pinturas concetuais.
Nos diversos locais expositivos, haverá animação musical pela Academia de Música José Atalaya.
A mega-exposição vai manter-se patente, de segunda-feira a sábado, até 16 de novembro.
 Orlando Pompeu nasceu a 24 de maio de 1956, na freguesia de Cepães – Fafe. Estudou desenho, pintura e escultura em Barcelona, Porto e Paris. Nos anos 90 progrediu no seu percurso artístico ao ir trabalhar para os Estados Unidos da América, primeiramente, e depois, Japão. A sua obra consta em várias colecções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos da América, Japão e Dubai.
O artista é detentor de uma carreira de trinta anos bem como um currículo nacional e internacional ímpar...
Para mais informações, visite a página electrónica do autor: www.orlandopompeu.com.
A partir de sábado, Pompeu estará com três exposições em simultâneo, com um total de mais de cerca de centena e meia de obras.
Até 3 de novembro, continua com a exposição “Pré-Textos Concetuais” na Galeria Quadras Soltas, na Rua Miguel Bombarda, no Porto.
Entretanto, até 28 de outubro, tem patente a exposição “Pinturas gestuais”, na Galeria Trisquele e Medúlio, em Tui (Espanha).

Portfólio (fotos de Manuel Meira Correia):















A Primeira República em Fafe: Obra de investigação a apresentar esta sexta-feira à noite


A Primeira República em Fafe – Elementos para a sua história é uma obra de investigação histórica que vai ser apresentada esta sexta-feira, 12 de Outubro, no salão nobre do Teatro-Cinema de Fafe, a partir das 21h30. A entrada é livre.
São seus autores os historiadores fafenses Artur Ferreira Coimbra, Daniel Bastos e Artur Magalhães Leite.
A obra tem prefácio de Maria Alice Samara, investigadora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que estará presente na sessão de lançamento.
A edição é do Núcleo de Artes e Letras de Fafe e conta com o apoio do Município de Fafe e da Junta de Freguesia de Fafe.
A obra surge como corolário do Curso Livre de História Local, sob o tema “O concelho de Fafe durante a Primeira República (1910-1926)”, promovido pelo Núcleo de Artes e Letras de Fafe, há dois anos, no âmbito das celebrações do Centenário da República.
A acção decorreu entre 07 de Outubro e 18 de Novembro de 2010 e teve como propósito proporcionar ao público em geral um melhor conhecimento sobre um período histórico fundamental na afirmação e desenvolvimento do concelho de Fafe. Durante sete semanas, mais de meia centena de pessoas acompanhou as sessões.
A obra assume como ponto de partida a matéria apresentada ao longo daquele curso, naturalmente mais organizada, aprofundada e dotada de uma coerência que a oralidade não permite, acrescentada com dois ou três temas que enriquecem e diversificam o conteúdo.
Do índice, além do prefácio, podem referir-se os seguintes capítulos (e respectivos autores):

A I República Portuguesa (1910-1926) – Uma “nova versão” do Liberalismo – Artur Coimbra
As raízes republicanas no concelho de Fafe – Daniel Bastos
Fafe em 1910 – Breve retrato – Artur Coimbra
A Proclamação da República em Fafe – Artur Coimbra
Momentos e legado da I República em Fafe – Artur Coimbra
O governo local (1910-1926) – Artur Coimbra
A contra-revolução monárquica em Fafe 1911-1919 (Das incursões couceiristas à Monarquia do Norte) – Artur Coimbra
O concelho de Fafe durante a I Grande Guerra Mundial – Daniel Bastos
As mulheres da I República em Fafe – Daniel Bastos
Ensino e escolas na I República, em Fafe – Artur Magalhães Leite
O associativismo na I República – Artur Coimbra
O jornalismo na I República – Artur Coimbra
Figuras referenciais da I República em Fafe – Artur Coimbra
As ruas da República – Artur Coimbra
Imagens da I República

Não pretendendo esgotar a história daqueles tempos, já que muito fica ainda por dizer, ficam as linhas gerais do impacto que teve aquele fracturante período histórico do Portugal Contemporâneo neste município minhoto, numa investigação que teve como socorro privilegiado o fundo do Arquivo Municipal e a imprensa periódica local.
Fafe era um município essencialmente rural, com uma economia baseada na agricultura e na pecuária, com alguma indústria, com grande número de gente analfabeta e temente a Deus, como por todo o Norte. Um concelho em tudo idêntico a tantos onde a República custou a entrar e onde a reacção monárquica encontrou terreno fértil e fácil, sobretudo por influência do clero, como se demonstra pelas incursões de Paiva Couceiro e pelas reacções à curta Monarquia do Norte, em Janeiro/Fevereiro de 1919.
De resto, ficaram algumas “marcas” deste período, na arquitectura e no urbanismo da cidade, na produção da energia eléctrica para abastecimento público, com a construção de uma das primeiras centrais hídricas da região (1914), na dinâmica cultural, com a edificação do mítico Teatro-Cinema de Fafe (1923), no associativismo, no jornalismo e em outras áreas, como se verifica nas páginas da obra.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Professor Laurentino Monteiro homenageado pelo NALF

Rafael Leite incarnou Ruy Monte
O Núcleo de Artes e Letras de Fafe homenageou este sábado, 29 de Setembro, no Club Fafense, a figura do professor fafense Laurentino Alves Monteiro que, na sua obra literária e poética, assinou com o pseudónimo de Ruy Monte.
Trata-se de um autor que nasceu há 110 anos, exactamente em 24 de Julho de 1902, e que faleceu em 1986, com a idade de 84 anos. No ano do seu falecimento, foi incluído na toponímia de Fafe, Póvoa de Varzim e Vila Praia de Âncora, os locais onde escreveu primordialmente a sua vida e a sua obra.
A figura de Ruy Monte foi recriada pelo jovem actor Rafael Leite, do Teatro Vitrine, que foi o fio condutor da narrativa do espectáculo que levou ao Club Fafense várias dezenas de amigos e familiares do distinto professor do ensino secundário (particular) ao longo de 55 anos, leccionando nos Colégios do Carmo, em Penafiel, D. Nuno, na Póvoa de Varzim (durante 25 anos), de Belinho, em Esposende, Santa Rita (Caminha) e de Campos (Vila Nova de Cerveira).
Ao longo de mais de uma hora, foram pontuadas as várias facetas do ilustre fafense, como a actividade docente, a ligação à música e a diversos orfeões (de Fafe e de Vila Praia de Âncora) e a poesia, que foi uma das suas maiores paixões e que exerceu durante mais de meio século. Na poesia ressaltam os temas de todos os tempos: a mulher, o amor, a religião, a morte, os heróis pátrios, a terra, a gente anónima, o quotidiano. Mas também a crítica social, o humor, a caricatura. “Um poeta de imensa qualidade e de enormes recursos. Um clássico, pelos temas e pela forma, sobretudo o soneto” – como salientou Artur Coimbra, presidente da Direcção do Núcleo de Artes e Letras, que conduziu a tertúlia e que reuniu a belíssima obra poética de Ruy Monte e as suas saborosas crónicas dispersas por jornais e revistas dos locais onde viveu e trabalhou, publicadas em 2007 em dois volumes: um de poesia, outro de prosa.
Carlos Afonso, Acácio Almeida, João Castro e João Marques leram poemas de Ruy Monte.
Na prosa, o autor escreveu inúmeras crónicas intituladas “Figuras do Meu Tempo” e “Memórias de um Pobre Mestre”, sobretudo no extinto jornal Justiça de Fafe.
“Figuras do Meu Tempo” são textos que abordam, no essencial, episódios e sobretudo figuras de fafenses que viveram na década de 20 do século passado, afinal o período em que o escritor permaneceu na sua Vila natal, antes de partir para outras paragens. Aí se alude a figuras carismáticas da sociedade e da política fafenses da época, como José Summavielle Soares, Artur Vieira de Castro, Major Miguel Ferreira, Maximino de Matos, Albino Leite, Silvino Matos, maestro Leonardo, Oliveira Frade, Lusitana Ferreira de Melo, entre outras.
“Memórias de um Pobre Mestre”, por seu turno, incluem um conjunto de deliciosos textos que têm como substrato comum a vida docente do professor Laurentino Monteiro.
O deputado Laurentino Dias, sobrinho e afilhado de Laurentino Monteiro, agradeceu ao Núcleo de Artes e Letras mais esta homenagem ao seu familiar e aludiu a diversos episódios da vida do inesquecível professor, ressaltando a sua forte intervenção social na Póvoa de Varzim e no Alto Minho, onde fundou associações e pertenceu a diversas agremiações desportivas e culturais. Leu dois poemas de Ruy Monte e evidenciou que Laurentino Monteiro trabalhou muito na vida, comeu o pão que o diabo amassou e “foi das pessoas que não passaram na vida de forma indiferente”.
Também o decano Francisco Oliveira Alves ajuntou um testemunho do seu relacionamento com o homenageado.
No final, Artur Coimbra fez os agradecimentos a todos os intervenientes e reafirmou que o objectivo das tertúlias literárias é redescobrir alguns dos valores literários e culturais de Fafe, já desaparecidos (Ruy Monte, Soledade Summavielle, Manuel Ribeiro, Vaz Monteiro, Euclides Sotto Mayor, Inocêncio Carneiro de Sá, entre outros nomes da cultura fafense que importa desvendar).
A sessão foi iniciada e culminada com a actuação do Coral de Antime, sob a direcção artística de Aníbal Marinho e que interpretou diversos temas do cancioneiro tradicional, ligadas às actividades agrícolas e terminou com a interpretação o tema “Num só corpo e alma, irmãos”, com letra de Laurentino Monteiro.

* Próximas iniciativas do Núcleo de Artes e Letras de Fafe

O presidente da direcção aproveitou para falar de duas iniciativas próximas do Núcleo de Artes e Letras de Fafe.
Assim, na noite de 12 de Outubro, no Salão Nobre do Teatro-Cinema vai lançar o livro A Primeira República em Fafe – Elementos para a sua história, uma obra de quase 400 páginas que tem a assinatura dos historiadores Artur Ferreira Coimbra, Daniel Bastos e Artur Magalhães Leite e que será apresentada por Maria Alice Samara, investigadora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que assina o prefácio.
Depois, aquela associação cultural vai promover uma oficina de escrita criativa dirigida ao público em geral e orientada pelo escritor Carlos Afonso, membro da direcção do Núcleo de Artes e Letras.
Começa com uma acção de motivação, em 19 de Outubro, na Sala Manoel de Oliveira, com poetas e escritores locais e prossegue com três sessões na Biblioteca Municipal, nas manhãs dos sábados 3, 10 e 17 de Novembro.
É uma acção para despertar o gosto pela escrita e para aperfeiçoar as técnicas e os modos de melhor escrever, um conto ou um poema.
As inscrições serão abertas no mês de Outubro para quem pretenda participar.

Reportagem fotográfica de Manuel Meira Correia











 


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Núcleo de Artes e Letras de Fafe promove sarau literário em torno do escritor Ruy Monte

O Núcleo de Artes e Letras de Fafe vai promover uma sessão cultural, no próximo dia 29 de Setembro (sábado), no Club Fafense, e em colaboração com esta associação, a partir das 22h00, em torno da figura do professor Laurentino Alves Monteiro e da obra literária e poética que assinou enquanto Ruy Monte. A acção insere-se no protocolo de colaboração entre as duas entidades.
O objectivo da iniciativa, de que este é a primeira andamento, é redescobrir alguns dos valores literários e culturais de Fafe, já desaparecidos (Ruy Monte, Soledade Summavielle, Manuel Ribeiro, Vaz Monteiro, Euclides Sotto Mayor, entre outros nomes que importa desvendar).
Além de elementos do Núcleo de Artes e Letras e outros convidados, que intervêm na leitura de textos e poemas e na evocação da memória de Laurentino Monteiro, participa amavelmente o Coral de Antime, sob a direcção artística de Aníbal Marinho e que interpretará, em diferentes momentos, os temas “Vindimas”, de Joaquim Santos, “Não quero que vás à monda”, canção alentejana harmonizada por Manuel Faria, “Dobadoira”, uma canção de trabalho de Joaquim Santos, “Cantares (quadras populares”), de Joel Canhão e, finalmente, “Num só corpo e alma, irmãos”, com letra de Laurentino Monteiro.
Uma sessão a não perder!

Professor, poeta e escritor, conhecido literariamente pelo pseudónimo de “Ruy Monte”, Laurentino Alves Monteiro nasceu em Fafe, em 24 de Julho de 1902 e faleceu no Porto, em 07 de Julho de 1986. Possuía o curso completo do seminário Conciliar de Braga e foi aluno do grande musicólogo Padre Alaio, fundador do Orfeão de Braga, com quem aprendeu piano, orgão e canto. Fez parte, durante vários anos, como pianista, da orquestra do Prof. David Ferreira. Laurentino Monteiro foi um dos fundadores do Orfeão de Fafe, no qual cantou largo tempo e que dirigiu na sua primeira fase. Foi fundador e director artístico de diversos orfeãos académicos, sendo director artístico do Orfeão de Vila Praia de Âncora, de 1966 a 1974 e do qual foi eleito Sócio de Honra.
Este ilustre fafense foi professor do ensino secundário nos Colégios do Carmo (Penafiel), D. Nuno (Póvoa de Varzim), de Belinho (Esposende), Santa Rita (Caminha) e de Campos (Vila Nova de Cerveira).
Desde cedo ligado ao jornalismo, colaborou em diversos periódicos de Penafiel, Póvoa, Fafe e Caminha, onde colaborou literariamente, de forma intensa, na revista Caminiana. Publicou o seu primeiro livro de poemas, com o título Entre as Mulheres, em 1984, quando contava 82 anos de idade. Deixou inúmeros inéditos que o Núcleo de Artes e Letras de Fafe editou, em dois volumes, em 2007.
A Câmara da sua terra natal, Fafe, incluiu o seu nome na toponímia da cidade, por deliberação de 04 de Julho de 1988.

sábado, 22 de setembro de 2012

Daniel Bastos encheu a Biblioteca Municipal de Fafe na apresentação do seu balanço de líder da “Jota”

Na passada sexta-feira, dia 21 de Setembro, o jovem historiador e político Daniel Bastos - vice-presidente deste Núcleo de Artes e Letras - apresentou no auditório da Biblioteca Municipal de Fafe o livro "Por dentro de uma jota – Uma experiência de intervenção cívica e política em Fafe".

A apresentação do livro, um ensaio reflexivo sobre o quotidiano e papel de uma juventude partidária, baseado na experiência do período em que o autor liderou a JS de Fafe entre 2006 e 2011, e que inclui um prefácio de António José Seguro, contou com a presença do deputado na Assembleia da República, Pedro Delgado Alves, actual Secretário-Geral da JS que assina o posfácio da obra.
Com uma afluência transversal da comunidade local, o sobrelotado auditório da Biblioteca Municipal de Fafe encheu-se de amigos, familiares, jovens, artistas, políticos e admiradores que assim quiseram marcar presença neste novo contributo cultural e literário do jovem historiador fafense.
A iniciativa, que contou com a presença do autarca, José Ribeiro, e do vereador da Cultura, Pompeu Martins, foi antecedida pela abertura de uma exposição de pintura da autoria dos artistas Marisa Brochado, Tiago Alexandre e Sandra Novais, e um momento musical interpretado pelos jovens fafenses Diana e Duarte Baptista, que através de uma melodia intimista arrebataram o público presente na sessão. 
Na mesa de apresentação do livro, edição da Labirinto – Colecção Àgora, com 141 páginas e capa do consagrado pintor Orlando Pompeu, além do autor da obra, tomaram assento Pedro Sousa, líder distrital da JS, o deputado Pedro Delgado Alves, responsável pelo posfácio, e Antero Barbosa, presidente da Comissão Política do PS – Fafe, que confluíram no elogio das qualidades humanas, profissionais e políticas do autor, assim como do simbolismo da obra, enquanto testemunho de um percurso no campo da cidadania e da política que envolveu e mobilizou os jovens e a sociedade local.
Na mesma esteira, o presidente da Labirinto, João Artur Pinto, que sustentou que a editora, através da Colecção Agora, se assume como um espaço de reflexão livre sobre a “Polis”, destacou o facto do livro constituir uma obra inédita enquanto reflexão sobre um percurso político no interior de uma juventude partidária.
No decorrer da sessão de apresentação do livro, o autor da obra, que agradeceu a presença das diversas individualidades que tomaram assento na mesa de honra, realçou a transversalidade da plateia presente na sessão, afirmando que a mesma era reflexo “da sua forma de ser e de estar na vida, com elevação, humanismo e respeito à diferença da outra pessoa”.
Reconhecendo o esforço colectivo de todos aqueles que percorrem um caminho politico de cidadania activa, Daniel Bastos, afirmou que as estruturas partidárias devem ser “um espaço aberto para aqueles que pretendem fazer um percurso e carreira política”, mas também “um espaço de cidadania e formação, onde os jovens se sintam bem para apresentarem as suas ideias e os seus projectos”.
A cerimónia de apresentação da obra motivou uma concorrida sessão de autógrafos que o investigador se disponibilizou a efectuar, culminando num clima de enorme convivência animada pela degustação de um espumante de vinho verde “Miogo”, um produto de referência do concelho, o lançamento deste livro que, segundo António José Seguro, líder nacional do PS e autor do prefácio, se assume como «um legado para todos os que vierem e deve inspirar os jovens que hoje dão os primeiros passos na militância da família socialista».
Fotos: Manuel Meira Correia






sexta-feira, 21 de setembro de 2012

NOVA EXPOSIÇÃO DE ORLANDO POMPEU, ANTES DA MEGA-EXPOSIÇÃO DE FAFE, EM OUTUBRO

O consagrado pintor fafense e nosso estimado associado Orlando Pompeu, abre uma nova exposição de pintura este sábado, 22 de Setembro, na Galeria Quadras Soltas, na Rua Miguel Bombarda, nº 529 – Porto, pelas 16h00.
A abertura da exposição – com o título PRÉ-TEXTOS CONCETUAIS – integra-se no âmbito da “vernissage” das diversas galerias da “Miguel Bombarda”.
A exposição estará patente até ao próximo dia 3 de Novembro.
Orlando Pompeu nasceu a 24 de Maio de 1956, em Cepães, concelho de Fafe. Estudou desenho, pintura e escultura em Barcelona, Porto e Paris. Nos anos 90 progrediu no seu percurso artístico ao ir trabalhar para os Estados Unidos da América, primeiramente, e depois, Japão. A sua obra consta em varias colecções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos da América, Japão e Dubai.
O artista é detentor de uma carreira de trinta anos bem como um currículo nacional e internacional ímpar...
Para mais informações, p.f.,  visite o site do autor: www.orlandopompeu.com.

Esta mostra antecede a mega-exposição que Orlando Pompeu vai apresentar em Fafe, a partir de 13 de Outubro, com núcleos expositivos na Casa Municipal de Cultura, Biblioteca Municipal e Salão Nobre do Teatro-Cinema.