domingo, 30 de março de 2014

ASSEMBLEIA GERAL DO NALF APROVOU DOCUMENTOS ESTRUTURANTES


A Assembleia geral do Núcleo de Artes e Letras de Fafe reuniu, na noite da passada sexta-feira, 28 de Março, na sua sede social, aprovando os documentos estruturantes da vida da colectividade, concretamente o Plano de Actividades e Orçamento para 2014 e o relatório e contas da gerência do ano findo.
Os documentos foram aprovados por unanimidade dos associados presentes, tendo ainda sido aprovado um voto de louvor à Direcção pelo resultado do seu trabalho, que culminou na recente atribuição do “Ardina de Ouro” do jornal Notícias de Fafe para a categoria “Associativismo”, o qual foi apresentado aos sócios.
Para o ano em curso, há duas actividades que já transcorreram: a colaboração nas V Jornadas Literárias de Fafe e a publicação da antologia poética ”Cintilações da Sombra 2”, apresentada no passado dia 19 de Maro em Fafe e no dia 21 em Lisboa.
Está ainda prevista a edição das actas do II Curso Livre de História Local sobre a temática da guerra colonial, bem como a publicação da obra premiada no âmbito do “Prémio de Poesia Soledade Summavielle”, para obras originais e inéditas. Igualmente se prevê a edição de uma colectânea de textos e ilustrações dos associados da colectividade.
Estão ainda previstos outros eventos culturais, sendo um relacionado com os 40 anos do 25 de Abril, outro de evocação de Camilo Castelo Branco e outro mais para o final do ano sobre uma personalidade literária fafense.

sábado, 15 de março de 2014

NÚCLEO DE ARTES E LETRAS DE FAFE E LABIRINTO EDITAM ANTOLOGIA PARA COMEMORAR O DIA MUNDIAL DA POESIA


Chama-se Cintilações da Sombra 2 a antologia poética que a Editora Labirinto e o Núcleo de Artes e Letras de Fafe editam em conjunto, pelo segundo ano consecutivo, para comemorar o Dia Mundial da Poesia do ano em curso.
O lançamento público da obra ocorre na noite do próximo dia 17 de Março, em Fafe, no âmbito das V Jornadas Literárias, que arrancam nesse dia e no dia 21 de Março, em Lisboa.
Esta segunda-feira, 17 de Março, pelas 21h30, no Teatro-Cinema de Fafe, é apresentada a antologia poética pelo professor César Freitas, do Instituto de Estudos Superiores de Fafe.
Na ocasião, haverá leitura de poemas por actores do projecto “Fafe Cidade das Artes”, bem como pelos autores locais que participam na antologia (Acácio Almeida, Artur Coimbra, Carlos Afonso e Pompeu Martins).
A sessão começa com a actuação do Coro de Pais e Amigos da Academia de Música José Atalaya e finaliza com uma representação teatral de um conto de Mia Couto por alunos da Escola Secundária. A entrada é livre.
 
Em Lisboa, a antologia é apresentada no Auditório Maestro Frederico de Freitas da Sociedade Portuguesa de Autores, no próprio Dia Mundial da Poesia. A apresentação é da responsabilidade do escritor e crítico literário António Carlos Cortez e do escritor Victor Oliveira Mateus (coordenador da antologia), e conta com leitura de poemas pela actriz Eugénia Bettencourt.
 
Esta Antologia conta com a colaboração de poetas dos seguintes países e territórios: Portugal, Brasil, Moçambique, Macau, Espanha, Costa Rica e Bulgária.
Autores que integram a obra: Adalberto Alves, Albano Martins, Alfredo Pérez Alencart, Alice Fergo, Alice Vieira, Amadeu Baptista, Ana Luísa Amaral, Ana Maria Puga, Ana Zanatti, António Carlos Cortez, António José Queirós, António Salvado, Artur Coimbra, Astrid Cabral, Carlos Afonso, Carlos Vaz, Cecília Barreira, Cláudio Lima, daniel gonçalves, Delmar Maia Gonçalves, Ernesto Rodrigues, Gabriela Rocha Martins, Gisela Ramos Rosa, Gonçalo Salvado, Henrique Manuel Bento Fialho, Inês Lourenço, Inez Andrade Paes, Isabel Miguel, Ivone Mendes da Silva, Jaime Rocha, João de Mancelos, João Rasteiro, Jorge Velhote, José Acácio Almeida, José Agostinho Baptista, José Ángel Garcia Caballero, José do Carmo Francisco, José Emílio-Nelson, José Jorge Letria, José Manuel Teixeira da Silva, Juan Carlos Olivas, Licínia Quitério, Luís Filipe Sarmento, manuel a. domingos, Manuel Silva-Terra, Marcela Filippi Plaza, Marcus Fabiano Gonçalves, Maria Augusta Silva, Maria do Rosário Pedreira, Maria João Cantinho, Maria Toscano, Marta López Vilar, Miguel Veyrat, Paulo Franchetti, Pompeu Martins, Ricardo Domeneck, Ricardo Gil Soeiro, Ronaldo Cagiano, Rui Rocha, Rui Tinoco, Santiago Aguaded Landero, Teresa Rita Lopes, Vera Lúcia de Oliveira, Vergílio Alberto Vieira, Victor Oliveira Mateus e Violeta Boncheva.
A capa e fotografia da capa são da autoria de Nuno Ascensão.

terça-feira, 4 de março de 2014

Núcleo de Artes e Letras de Fafe atribui o Prémio de Poesia Soledade Summavielle


 

A primeira edição do Prémio de Poesia Soledade Summavielle,  instituído pelo Núcleo de Artes e Letras de Fafe, em parceria com a Editora Labirinto e que tem como propósito estimular a criação literária, bem como o aparecimento de novos autores, acaba de ser atribuído ao poeta Paulo Carreira pelo seu original “Árvore Genealógica”.
Analisados os dezasseis originais concorrentes, apresentados sob pseudónimo e com um mínimo de 30 poemas, o Júri deliberou, por unanimidade, atribuir o prémio àquela obra, apresentada sob o pseudónimo “Ramos de Oliveira”, por se tratar de “uma obra de grande consistência, marcada pela riqueza poética, pela circularidade da memória, um exercício sobre a recordação, a vida, a família, os livros, evocando um espaço e um tempo do passado. A obra, com uma linguagem emotiva, de base telúrica, assume uma construção discursiva literária, ligada aos sentidos. Enfim, uma obra orgânica, assinalada pelo valor de cada poema integrado na grandeza do todo”.
O autor nasceu em 1965 e é morador na vila da Batalha, tendo já recebido diversos prémios literários, em poesia, romance e conto.
O júri deliberou ainda atribuir uma menção honrosa ao original com o título “Elogios. Elegias”, do escritor e poeta Cláudio Lima, residente em Braga, “pela novidade da construção literária apresentada, em torno de discursos de homenagem a grandes nomes da cultura e particularmente da literatura, numa linguagem original e que nos remete para um novo olhar sobre cada um dos autores referenciados”.
O júri integrou Artur Coimbra, em representação do Núcleo de Artes e Letras de Fafe, a que preside; Carlos Afonso, escritor e professor na Escola Secundária, em representação da editora Labirinto e César Freitas, professor no Instituto de Estudos Superiores de Fafe, como personalidade de reconhecida competência na área literária, nos termos do regulamento.
De carácter bienal, este concurso destina-se a promover a escrita criativa, bem como lembrar e homenagear a poetisa fafense Soledade Summavielle e a Poesia, em geral. 
O Prémio tem o valor de 500€ e pressupõe ainda a edição da obra com a chancela da Editora Labirinto, a qual será apresentada oportunamente.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Ângelo Santos estreou-se na poesia










 
Na sexta-feira passada, foi apresentado na Biblioteca Municipal de Fafe o novo livro do nosso associado Ângelo Santos, neste caso de poesia, com o título "Por Fora dos Trilhos".
Ângelo Santos estreou-se literariamente em 2011 com o romance "Do Éden ao Inferno", já em segunda edição.
A obra foi apresentada por José Emídio Lopes, também natural de Cepães e encheu pr completo o audotírio da Biblioteca.

"Por fora dos trilhos": uma obra entusiasmante, com uma estrutura soberba, na qual Ângelo Santos, através da poesia, nos mergulha nas profundezas daquilo que mais importante existe.

João Ângelo Freitas Santos, nasceu em 31 de Agosto de 1963, na freguesia de Cepães, concelho de Fafe, onde ainda reside.
Terminou o Ensino Secundário em 1982. Cumpriu o serviço militar obrigatório em 1984.
Entre 1988 e 1995 foi chefe dos Serviços Administrativos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fafe. Desde 1995 que exerce funções como bancário numa instituição financeira. Casado e pai de duas filhas.

Integra desde este ano o Núcleo de Artes e Letras de Fafe como sócio efetivo.
 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Fafe – História, Memória e Património”: apresentação é sexta-feira na Biblioteca Municipal

 

 
Na próxima sexta-feira, 13 de dezembro, a partir das 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Fafe, tem lugar a sessão de apresentação pública da obra “Fafe – História, Memória e Património”, com texto de Daniel Bastos, associado do Núcleo de Artes e Letras de Fafe, fotografias de José Pedro Fernandes e tradução de Paulo Teixeira.
 
A obra, com a chancela da editora CONVERSO, em edição trilingue (Português, Francês e Inglês), tem prefácio do fotógrafo francês Gérald Bloncourt e será apresentada pelo arquiteto e urbanista, Renato Gama-Rosa, do Departamento de Património Histórico/Casa de Oswaldo Cruz / Fundação Oswaldo Cruz – Rio de Janeiro / Brasil.

O livro, que constitui um cartão-de-visita para todos os que queiram conhecer e visitar o concelho de Fafe, procura transmitir uma imagem global e fundamentada da evolução do território, das origens à atualidade, através de um enquadramento histórico assente numa centena de fotografias originais a preto e branco.

A sessão será antecedida por um momento musical pela Banda Quarto C.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

NÚCLEO DE ARTES E LETRAS HOMENAGEOU SOLEDADE SUMMAVIELLE




 

O Núcleo de Artes e Letras de Fafe promoveu, sábado à noite, no Club Fafense, uma tertúlia literária de homenagem à poetisa fafense Soledade Summavielle, nome maior da poesia portuguesa da segunda metade do século XX, por ocasião dos 106 anos do seu nascimento (07/12/1907) e dos 50 anos sobre a publicação da sua primeira obra, “Sol Nocturno” (1963).
Foi uma noite mágica, num ambiente poético e musical, com um conjunto de actividades em torno da vida e obra de Soledade Summavielle, tendo por tema “As Flores do meu Jardim”.
Soledade Summavielle “regressou” a Fafe, 13 anos depois da sua morte, ocorrida em Fevereiro de 2000, aos 92 anos, e trouxe com ela o seu perfume e sentimentos.
Carlos Afonso, professor da Escola Secundária e director do NALF, começou por enquadrar poeticamente a acção, que continuou com a primeira actuação do Coro de Pais e Amigos da Academia de Música José Atalaya.


Entretanto, Soledade apareceu magicamente na sala repleta de público do Club Fafense, na excelsa figuração de Orlanda Silva, declamando um poema e declarando, enfaticamente, que “foi em Fafe que eu nasci e é neste jardim, no coração do Minho” plantado, que eu quero viver eternamente…”.

 
 
 
 
 
 
 
 

Artur Coimbra, presidente do Núcleo de Artes e Letras, interveio para abordar, num primeiro momento, a longa existência de Soledade dedicada inteiramente à arte e sobretudo à sua faceta de cantora lírica, a menos conhecida da sua obra, conquanto tenha atingido nela elevada notoriedade a nível nacional.
Lembremos que Soledade cantou no Teatro-Cinema de Fafe (Abril de 1942) e em locais de culto da época: no Teatro S. João do Porto (anos 40), no Salão Nobre do Orfeão do Porto (24 de Maio de 1943), bem como no Teatro Nacional de S. Carlos, em Lisboa, onde interpretou a primeira figura da ópera “Cristal”, do maestro Ruy Coelho, nas comemorações dos 150 anos da inauguração daquele teatro, em Junho de 1943.
Pouco tempo depois actuaria num memorável espectáculo no Monumental Casino da Póvoa de Varzim (23 Agosto de 1943).
A sessão incluiu ainda a apresentação de um documentário sobre a poetisa, por três alunas da Escola Secundária, bem como de uma página na internet abordando a vida, obra, correspondência e iconografia de Soledade Summavielle, da iniciativa da Biblioteca Municipal.
Artur Coimbra voltaria à cena para abordar a poesia de Soledade Summavielle, que publicou uma dezena de livros, entre 1963 e 1991, que a singularizam como uma das vozes mais fortes e sentimentais da poesia portuguesa do século passado.
Além disso, colaborou em diversas antologias poéticas, algumas editadas pelo Núcleo de Artes e Letras nos anos 80, traduziu três obras literárias e publicou duas obras para crianças, nos anos 70.
Foi referido ainda que o Cenáculo Artístico e Literário “Tábua Rasa” distinguiu--a, em 21 de Janeiro de 1971, com um jantar de homenagem a que se associaram figuras altamente representativas das artes e das letras: Hernâni Cidade, Natália Correia, Natércia Freire, João Maia, entre outros, o que confere dimensão nacional à nossa poetisa.
Analisaram e enalteceram a sua poesia figuras cimeiras da literatura nacional, como Jacinto do Prado Coelho, João Gaspar Simões, Luís Forjaz Trigueiros, Ferreira de Castro, António Quadros, João de Araújo Correia, Mário António, Guedes de Amorim e Amândio César, entre outros.
A crítica sublinhou em Soledade Summavielle, uma profunda sensibilidade e uma enérgica recusa a tudo quanto não corresponda à sua vibrante sinceridade do Poema.
O escritor e crítico António de Sèves Alves Martins, escreveu, em 1984, no jornal Novo Século, a propósito da poetisa: “Mulher, esteta, conseguida no encontro do equilíbrio entre o sonho e a realidade, conhecedora e amante do bom e do belo, alma repleta de acontecimentos, hábil na utilização do verbo, sincera na expressão do sentir, não admira que Soledade Summavielle ocupe na Poesia um lugar de relevo, lugar de poeta maior”.
Artur Coimbra relembrou ainda que Soledade Summavielle nunca se esqueceu da sua terra. Aqui regressava amiudadas vezes para rever o seu território, a sua casa, os seus amigos, enfim, as próprias raízes que são o sustento e o sentido da Vida e da Poesia.
Escreveu belíssimos textos sobre a sua casa e a sua terra.
Será de referir que, no seu testamento, deixou donativos para diversas instituições fafenses, concretamente, Bombeiros Voluntários, Grupo Nun’Álvares, Banda de Golães, Banda de Revelhe, Conferência de S. Vicente de Paulo e Cercifaf.
A sessão incluiu ainda leitura de poemas da autora, testemunhos de amigos e familiares, entremeados por momentos musicais (piano e canto, flauta, clarinete e actuação do Coro de Pais e Amigos da Academia de Música José Atalaya, sob a direcção do Prof. Tiago Ferreira).


Uma noite mágica, sem dúvida.
Soledade Summavielle, onde quer que esteja, seguramente adorou a festa e o tributo que o Núcleo de Artes e Letras dedicou à sua longa vida e fantástica obra!

(Fotos: Manuel Meira)
 

domingo, 1 de dezembro de 2013

NÚCLEO DE ARTES E LETRAS DE FAFE EVOCA VIDA E OBRA DE SOLEDADE SUMMAVIELLE

 
O Núcleo de Artes e Letras de Fafe promove uma tertúlia literária de homenagem à poetisa fafense Soledade Summavielle, por ocasião dos 106 anos do seu nascimento (07/12/1907) e dos 50 anos sobre a publicação da sua primeira obra, “Sol Nocturno” (1963).
O evento tem por título “As Flores do meu Jardim” e realiza-se este sábado, dia 07 de Dezembro, no Club Fafense, a partir das 21h30, com um conjunto de actividades em que será evocada a vida e obra de Soledade Summavielle.
A sessão consta da leitura e declamação de poemas da autora, por Artur Coimbra, Carlos Afonso, Acácio Almeida, entre outros, a encenação da vida e da figura de Soledade, pela professora Orlanda Silva, entremeada por momentos musicais (piano e canto, flauta, clarinete e actuação do Coro de Pais e Amigos da Academia de Música José Atalaya, sob a direcção do Prof. Tiago Ferreira).
O evento inclui ainda a apresentação de um documentário sobre a poetisa, por alunas da Escola Secundária, bem como de uma página na internet sobre Soledade Summavielle, da iniciativa da Biblioteca Municipal.
Soledade Summavielle foi cantora lírica e ceramista, mas seria na poesia que mais se salientaria a sua actividade artística. Publicou uma dezena de obras que a singularizam como uma das vozes mais fortes e sentimentais da poesia portuguesa.
A poetisa faleceu em Lisboa, onde viveu grande parte da sua vida, no dia 7 de Fevereiro de 2000.